Moçambique quer missão militar da UE por mais dois anos e agradece apoio de Portugal
Moçambique pretende a extensão por dois anos da missão militar da União Europeia (UE) em Cabo Delgado, disse à Lusa o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, agradecendo o apoio europeu e destacando o papel de Portugal no processo.
Moçambique pretende prolongar por mais dois anos a missão militar da União Europeia em Cabo Delgado, numa altura em que o país continua a enfrentar desafios de segurança naquela província do norte. A intenção foi confirmada pelo Presidente moçambicano, Daniel Chapo, em declarações à Lusa, nas quais agradeceu também o apoio prestado pela União Europeia.
De acordo com o chefe de Estado moçambicano, o prolongamento da presença europeia surge no quadro da cooperação internacional em matéria de segurança, num momento em que Cabo Delgado permanece uma região sensível devido à instabilidade armada. Daniel Chapo sublinhou ainda o papel de Portugal neste processo, salientando o contributo português para o esforço de apoio ao país.
A missão militar da União Europeia em Moçambique tem vindo a ser apresentada como um instrumento de formação e acompanhamento das forças locais, num contexto em que a resposta às ameaças na região continua a exigir coordenação externa e capacidades reforçadas. A eventual extensão por dois anos indicia, por isso, a vontade de manter esse apoio durante mais tempo.
Esta notícia é relevante porque mostra que a situação em Cabo Delgado continua a ser uma prioridade para Maputo e para os seus parceiros internacionais. Ao mesmo tempo, evidencia a importância da cooperação europeia, com destaque para Portugal, na estratégia de estabilização de uma região que tem impacto direto na segurança, na economia e na vida das populações moçambicanas.