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Pesquisas eleitorais: Institutos dizem que proposta de Nunes Marques 'confunde ciência com bola de cristal'

G1· 14 de julho de 2026 às 17:52
Pesquisas eleitorais: Institutos dizem que proposta de Nunes Marques 'confunde ciência com bola de cristal'

A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) criticou nesta terça-feira (14) a proposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de criar um selo para reconhecer os institutos cujas pesquisas mais se aproximarem dos resultados oficiais das urnas. A ABEP reúne empresas de pesquisas de mercado,

A proposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de criar um selo para distinguir os institutos cujas sondagens se aproximarem mais dos resultados oficiais das urnas está a gerar contestação no sector. Esta terça-feira, a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) criticou a ideia e afirmou que a medida “confunde ciência com bola de cristal”, numa reação que expõe a tensão entre a avaliação pública das sondagens e os limites metodológicos da previsão eleitoral.

A ABEP, que reúne empresas de pesquisas de mercado, considera que a comparação direta entre resultados de inquéritos e o desfecho das eleições não traduz, de forma justa, o trabalho técnico dos institutos. As sondagens eleitorais procuram medir intenções de voto num determinado momento, num contexto sujeito a alterações até ao dia da votação, pelo que a proximidade ou distância face às urnas não depende apenas da qualidade da metodologia, mas também da evolução do próprio cenário político.

A iniciativa do TSE surge num momento em que a credibilidade das pesquisas eleitorais continua a ser tema de debate público. A criação de um selo implicaria, na prática, uma forma de classificação dos institutos com base no grau de acerto das suas estimativas, algo que a associação vê com reservas. Para o sector, a ideia pode simplificar em excesso um processo que envolve margens de erro, amostras e mudanças de comportamento do eleitorado.

A polémica é relevante porque toca numa questão central da democracia: o papel das sondagens no debate eleitoral e a confiança que lhes é atribuída por eleitores, meios de comunicação e decisores políticos. Ao mesmo tempo que procuram informar sobre tendências e dinâmicas de campanha, as pesquisas são muitas vezes cobradas como se fossem previsões exatas, o que ajuda a explicar a resistência dos institutos a qualquer mecanismo que os avalie como se o resultado final pudesse ser antecipado com rigor absoluto.

Este artigo foi desenvolvido com apoio de inteligência artificial a partir de informação publicada pela fonte original (G1). Para todos os detalhes, consulte o artigo original.