Trump agora diz que troca pedágio em Hormuz por negócios
A ideia do presidente Donald Trump de instituir um pedágio para garantir a livre navegação no estreito de Hormuz não durou um dia. Nesta terça-feira (14), o americano publicou uma postagem na qual disse trocar a proposta por acordos de investimento e comércio com nações do golfo Pérsico. Leia mais (
A proposta de Donald Trump para criar um pedágio no estreito de Hormuz, apresentada como forma de garantir a livre navegação numa das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, durou menos de um dia. Nesta terça-feira, 14, o presidente norte-americano deu um novo passo e indicou, numa publicação, que prefere trocar essa ideia por acordos de investimento e comércio com países do golfo Pérsico.
A mudança de posição surge depois de a sugestão inicial ter gerado atenção por envolver uma das passagens mais sensíveis do comércio internacional, por onde circula uma parte significativa do tráfego marítimo global e das exportações de energia da região. Em vez de insistir na cobrança de um pedágio, Trump passou a defender uma abordagem baseada em negócios e cooperação económica com as nações do golfo.
Sem detalhes adicionais sobre os moldes desses eventuais entendimentos, a nova declaração do presidente deixa em aberto como seria concretizada a alternativa aos custos de passagem no estreito. Ainda assim, a inversão de discurso mostra a rapidez com que a Casa Branca pode ajustar mensagens sobre dossiers externos quando estão em causa interesses estratégicos e económicos.
A relevância desta notícia está precisamente no peso geopolítico do estreito de Hormuz, uma via crucial para o abastecimento energético e para a estabilidade comercial internacional. Qualquer alteração na forma de gerir o acesso a esta passagem tem impacto para os mercados, para os países produtores da região e para as relações entre Washington e os Estados do golfo Pérsico.