Maradona "estava em queda livre" antes da morte, revela 'aliado'

A morte de Diego Armando Maradona continua a ser um dos episódios mais marcantes e controversos do futebol mundial, não apenas pelo peso do nome em causa, mas também pelas circunstâncias que rodearam os seus últimos dias. Ícone absoluto da Argentina, campeão do mundo em 1986 e símbolo de uma geração, Maradona foi durante décadas uma figura maior do desporto, mas também uma personalidade marcada por excessos, problemas de saúde e relações turbulentas com o meio em que viveu os derradeiros anos.
A referência a um “aliado” surge num contexto em que persistem investigações e testemunhos sobre o que aconteceu antes da sua morte, em novembro de 2020, pouco depois de ter sido submetido a uma cirurgia ao cérebro e quando recuperava em casa, sob acompanhamento clínico. A expressão “queda livre” ajuda a ilustrar a deterioração física e emocional que o ex-jogador vinha sofrendo, num percurso em que o consumo de substâncias, as complicações médicas e a fragilidade mental foram sucessivamente reduzindo a sua capacidade de recuperar uma vida estável.
Maradona não foi apenas um futebolista lendário; foi um fenómeno cultural e político, venerado por milhões e observado com a mesma intensidade com que foi criticado. Depois do auge em clubes como Boca Juniors, Barcelona e Nápoles, a sua vida afastou-se do futebol jogado e aproximou-se de uma sucessão de internamentos, tratamentos e polémicas. Por isso, qualquer novo testemunho sobre os seus últimos meses ganha relevância pública, porque ajuda a reconstruir a cronologia de um fim de vida que deixou dúvidas sobre os cuidados que lhe foram prestados e sobre o grau de responsabilidade de quem o rodeava.
O caso continua a alimentar debates na Argentina e no mundo do futebol sobre a forma como as grandes figuras são tratadas quando a carreira termina e a vulnerabilidade começa. Mais do que um dossier judicial ou mediático, a história de Maradona permanece como um retrato duro de como um génio desportivo pode ser consumido por problemas pessoais e clínicos, deixando atrás de si não só a memória de feitos inesquecíveis, mas também perguntas incómodas sobre o abandono, a supervisão médica e a proteção de quem já não consegue cuidar de si.