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Meninos usam rosa... e meninas vão usar azul? Entenda tendência de cores para Copa do Mundo Feminina de 2027

G1· 17 de julho de 2026 às 07:00
Meninos usam rosa... e meninas vão usar azul? Entenda tendência de cores para Copa do Mundo Feminina de 2027

Chuteiras de futebol coloridas em vitrine de Manchester no final de junho de 2026 Temilade Adelaja/Reuters O rosa marcou a edição de 2026, presente nos pés de jogadores de todas as seleções masculinas que participaram do mundial, com as principais fabricantes de chuteiras estampando variações sobre

A Copa do Mundo de 2026, disputada no México, Canadá e Estados Unidos, ajudou a consolidar uma tendência que já vinha ganhando força no futebol: o desaparecimento das cores rígidas associadas a cada género. Nas chuteiras, o rosa foi uma das tonalidades mais visíveis, usada por jogadores de várias seleções e promovida pelas principais marcas desportivas como sinal de modernidade, distinção e impacto visual. Agora, com o Mundial feminino de 2027 no horizonte, começa a ganhar peso a ideia de que o azul poderá ocupar esse lugar de destaque, numa inversão curiosa de códigos que durante décadas pareciam quase automáticos no marketing desportivo.

Esta mudança não nasce do acaso. O mercado do futebol profissional transformou as chuteiras num produto de moda, identidade e performance, muito para lá da simples função técnica. As fabricantes disputam atenção com modelos cada vez mais arrojados, lançamentos frequentes e cores pensadas para captar consumidores e gerar conversa nas redes sociais. No caso do futebol feminino, o crescimento da visibilidade e do poder comercial da modalidade tornou-a também um palco privilegiado para testar novas campanhas, ligando os grandes eventos internacionais a estratégias globais de vendas.

Historicamente, o rosa foi durante muito tempo usado no imaginário comercial como cor “feminina”, enquanto o azul foi sendo associado ao universo masculino. Só que a indústria do desporto tem vindo a embaralhar essas convenções, tanto por razões estéticas como por lógica de mercado. No futebol, onde a performance dos jogadores profissionais influencia fortemente o consumo dos adeptos, uma cor usada por estrelas num Mundial passa rapidamente a ser aspiracional, independentemente do género a que estava antes associada. Foi isso que sucedeu com o rosa em 2026 e é essa mesma mecânica que poderá empurrar o azul para primeiro plano em 2027.

No fundo, o que está em causa é menos uma discussão sobre “cores de meninos e meninas” do que a forma como o futebol de elite é usado para vender identidade, novidade e pertença. As grandes competições tornam-se montras globais e, num desporto em que a imagem pesa cada vez mais, até a cor de uma chuteira pode ser lida como sinal de tendência. Se o Mundial feminino de 2027 vier a ser marcado pelo azul, isso dirá tanto sobre o crescimento da competição como sobre a capacidade da indústria de reciclar símbolos e transformar detalhes visuais em fenómenos comerciais.

Este artigo foi desenvolvido com apoio de inteligência artificial a partir de informação publicada pela fonte original (G1). Para todos os detalhes, consulte o artigo original.