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Marieta Severo, Humberto Carrão e Bem Moura, filho de Wagner Moura, estrelam filme de Monique Gardenberg

Folha de S.Paulo· 17 de julho de 2026 às 03:00
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Marieta Severo e Humberto Carrão iniciaram os ensaios para o filme "Elizabeth Costello", da diretora Monique Gardenberg sobre a personagem recorrente e alterego do escritor sul-africano J.M. Coetzee. Leia mais (07/16/2026 - 23h00)

Marieta Severo e Humberto Carrão vão integrar o elenco de Elizabeth Costello, novo filme de Monique Gardenberg inspirado na personagem criada pelo Nobel da Literatura J.M. Coetzee. A proposta parte de uma figura central da obra do escritor sul-africano: uma romancista fictícia que atravessa vários livros e ensaios do autor, funcionando como espécie de alter ego intelectual, através do qual Coetzee explora temas como ética, envelhecimento, criação artística, animalidade e o lugar da literatura no debate moral contemporâneo.

Monique Gardenberg, realizadora brasileira conhecida por trabalhos que cruzam sensibilidade autoral e atenção a personagens femininas fortes, regressa assim a um universo de adaptação literária com ambição intelectual. A escolha de Elizabeth Costello aponta para um filme que deverá privilegiar a reflexão e o confronto de ideias, mais do que a narrativa convencional, seguindo a natureza fragmentada e filosófica da personagem. Em cinema, transpor esse tipo de obra exige um equilíbrio delicado entre fidelidade ao espírito do texto e liberdade criativa para transformar pensamento em imagem e dramaturgia.

O elenco junta nomes de gerações distintas do audiovisual brasileiro. Marieta Severo é uma das grandes referências da interpretação no Brasil, com uma carreira marcada por teatro, televisão e cinema, e uma presença frequentemente associada a papéis de enorme densidade dramática. Humberto Carrão, por sua vez, consolidou-se como um dos atores mais versáteis da sua geração, alternando projetos populares e filmes de autor. A estes junta-se Bem Moura, filho de Wagner Moura, que começa a afirmar-se no meio artístico num contexto de grande atenção mediática, não apenas pelo apelido, mas também pela curiosidade em torno da nova geração de intérpretes brasileiros.

A entrada em ensaios indica que o projeto começou a ganhar forma concreta, num momento em que o cinema latino-americano continua a procurar adaptações literárias de prestígio para dialogar com públicos mais amplos e festivais internacionais. Um filme baseado em Coetzee, com este tipo de elenco e numa realizadora reconhecida pela sua assinatura autoral, tem potencial para circular muito para lá do mercado brasileiro, sobretudo entre espectadores interessados em cinema de prestígio, literatura e obras que tratam a complexidade humana sem recorrer a soluções fáceis.

Este artigo foi desenvolvido com apoio de inteligência artificial a partir de informação publicada pela fonte original (Folha de S.Paulo). Para todos os detalhes, consulte o artigo original.