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Operador do teleprompter de Trump é investigado por suspeita de usar informação privilegiada em apostas

Folha de S.Paulo· 16 de julho de 2026 às 22:37
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O operador de teleprompter de longa data de Donald Trump, Gabriel Perez, foi afastado das funções e está sendo investigado por órgãos reguladores federais por suspeita de uso de informação privilegiada na plataforma de mercado de previsões Kalshi, segundo duas pessoas a par do assunto. Leia mais (07

Gabriel Perez, operador de teleprompter de longa data de Donald Trump, está a ser investigado por reguladores federais nos Estados Unidos sob suspeita de ter recorrido a informação privilegiada em apostas na plataforma Kalshi. O caso chama a atenção não só pela proximidade de Perez ao círculo de Trump, mas também pelo crescimento das chamadas plataformas de “mercados de previsão”, onde os utilizadores podem negociar contratos ligados a eventos políticos, económicos e desportivos.

O teleprompter é um instrumento central em campanhas, discursos e intervenções televisivas de figuras públicas, permitindo que um orador leia textos preparados de forma fluida e controlada. Quem opera esse sistema, sobretudo em ambientes de grande visibilidade como o universo de Donald Trump, trabalha muitas vezes muito perto da preparação dos eventos e pode ter acesso antecipado a informações sensíveis sobre a agenda, o tom de mensagens ou até alterações de última hora. É precisamente essa proximidade que torna a suspeita particularmente delicada do ponto de vista regulatório e ético.

A Kalshi é uma das plataformas que têm ganho notoriedade por permitirem apostar na probabilidade de acontecimentos futuros, num formato que se aproxima simultaneamente dos mercados financeiros e das casas de apostas, embora com enquadramento próprio. Esse tipo de mercado tem sido escrutinado pelas autoridades americanas por questões de integridade, transparência e eventual utilização de informação não pública, sobretudo quando os contratos se relacionam com política ou com eventos de elevada exposição mediática. Nos Estados Unidos, a fronteira entre previsão legítima e uso abusivo de informação privilegiada é cada vez mais debatida à medida que estas plataformas se popularizam.

O afastamento de Perez das funções indica que o caso está a ser levado a sério, num contexto em que a proximidade a líderes políticos e o acesso antecipado a informação podem facilmente levantar suspeitas. Mais do que um episódio individual, a investigação expõe um problema mais amplo: o de saber até que ponto a nova economia das apostas em eventos consegue impedir que pessoas com acesso interno tirem vantagem de informação que o público em geral ainda não conhece.

Este artigo foi desenvolvido com apoio de inteligência artificial a partir de informação publicada pela fonte original (Folha de S.Paulo). Para todos os detalhes, consulte o artigo original.