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PGE-RJ cobra Grupo Master por prejuízo de R$ 640 mi ao Rioprevidência

Agência Brasil· 17 de julho de 2026 às 01:02
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A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) protocolou, nesta quinta-feira (16), três ações judiciais contra a Master Corretora e gestoras de fundos de investimento para apurar perdas milionárias sofridas pelo Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidênci

A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro avançou judicialmente contra o Grupo Master, a Master Corretora e várias gestoras de fundos de investimento, numa tentativa de responsabilizar os intervenientes por um prejuízo que o Governo fluminense calcula em 640 milhões de reais no Rioprevidência. Em causa está o fundo que assegura o pagamento de pensões e aposentadorias dos servidores públicos do Estado, uma entidade particularmente sensível por estar ligada à sustentabilidade financeira do sistema previdenciário estadual.

O Rioprevidência tem um peso central nas contas do Rio de Janeiro, estado que enfrenta há anos dificuldades orçamentais e sucessivas crises nas finanças públicas. Por isso, qualquer perda relevante em aplicações financeiras ou na gestão dos ativos do fundo tem impacto direto na capacidade do Estado de honrar compromissos com milhares de beneficiários. O recurso aos tribunais surge precisamente para tentar apurar responsabilidades numa altura em que a supervisão sobre investimentos de entidades públicas tem sido colocada no centro do debate, sobretudo quando envolvem produtos financeiros com maior risco ou intermediários privados.

O Grupo Master, liderado por Daniel Vorcaro, tornou-se nos últimos anos um nome conhecido no setor financeiro brasileiro, especialmente através de operações mais agressivas no mercado de crédito e de captação de recursos. Já as corretoras e gestoras de fundos visadas pela PGE-RJ são peças habituais na cadeia de distribuição e administração de investimentos, o que significa que a discussão judicial deverá passar não só pela origem das aplicações, mas também pelo nível de diligência, transparência e responsabilidade em cada fase do processo. Em situações deste tipo, os tribunais costumam analisar se houve falhas de gestão, conflitos de interesse ou inadequação dos produtos ao perfil do investidor institucional.

As três ações protocoladas pela PGE-RJ procuram, por isso, mais do que recuperar dinheiro: pretendem também fixar a cadeia de responsabilidades e clarificar como foi possível que o fundo previdenciário estadual acumulasse perdas desta dimensão. Num contexto em que a gestão dos regimes próprios de previdência é um dos maiores desafios dos estados brasileiros, o caso promete ter repercussões que vão além do Rio de Janeiro, servindo de exemplo sobre os riscos de decisões financeiras mal-sucedidas quando estão em causa recursos destinados a aposentados e pensionistas.

Este artigo foi desenvolvido com apoio de inteligência artificial a partir de informação publicada pela fonte original (Agência Brasil). Para todos os detalhes, consulte o artigo original.