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🇧🇷 Brasil

Morre a demógrafa Elza Berquó, referência em estudos populacionais

Agência Brasil· 17 de julho de 2026 às 00:38
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Faleceu nesta quinta-feira (16), em São Paulo, aos 100 anos, a demógrafa Elza Salvatori Berquó. Professora e cientista, matemática em sua primeira formação, atuou por décadas na compreensão do Brasil, analisando dados demográficos e censitários. Elza se destacou na articulação de alguns dos centros

A morte de Elza Salvatori Berquó, aos 100 anos, assinala o desaparecimento de uma das figuras mais influentes da demografia brasileira e da investigação social em Portugal e no Brasil se acompanha com atenção pelo impacto que teve na compreensão das dinâmicas populacionais do país. Matemática de formação, construiu uma carreira científica marcada pela leitura rigorosa de dados sobre natalidade, mortalidade, estrutura etária e transformações familiares, numa altura em que estudar a população era também estudar as profundas desigualdades e mudanças do Brasil.

Ao longo de várias décadas, Elza Berquó tornou-se uma referência na análise dos censos e estatísticas oficiais, contribuindo para que a demografia deixasse de ser vista apenas como uma disciplina técnica e passasse a ser entendida como uma ferramenta essencial para pensar políticas públicas. O seu trabalho ajudou a iluminar temas como o crescimento populacional, o envelhecimento, a fecundidade, a saúde reprodutiva e as mudanças no papel da mulher, questões centrais num país de dimensão continental e com fortes contrastes regionais e sociais.

A investigadora também teve um papel decisivo na consolidação institucional da área, tendo-se destacado na criação e articulação de centros de pesquisa dedicados aos estudos populacionais. Essa intervenção foi importante não só para formar novas gerações de especialistas, mas também para dar maior peso académico e político à demografia num período em que o Brasil enfrentava rápidas transformações urbanas, económicas e sociais, desde a industrialização ao aumento da escolarização e à transição demográfica.

Mais do que uma académica de prestígio, Elza Berquó representou uma geração de cientistas que ajudou a ler o país através dos números, tornando visíveis tendências que influenciaram decisões em áreas como saúde, planeamento familiar, educação e protecção social. A sua morte, em São Paulo, encerra uma trajetória centenária que ficou associada à construção de conhecimento sobre o Brasil real, a partir da observação metódica da sua população e das mudanças que moldaram a sociedade contemporânea.

Este artigo foi desenvolvido com apoio de inteligência artificial a partir de informação publicada pela fonte original (Agência Brasil). Para todos os detalhes, consulte o artigo original.