Kevin Keegan: ex-selecionador inglês e vencedor de Bolas de Ouro morre após batalha contra o cancro

Tinha 75 anos.
Kevin Keegan, um dos nomes maiores do futebol inglês das décadas de 1970 e 1980, morreu aos 75 anos após uma batalha contra o cancro. Figura incontornável da seleção de Inglaterra e de alguns dos clubes mais emblemáticos do país, Keegan ficou associado a uma era em que o futebol britânico começava a ganhar maior projeção internacional, não apenas pelo seu talento dentro de campo, mas também pela forma como influenciou a cultura do jogo.
Nascido em 1951, Keegan construiu a reputação no Liverpool, onde foi peça central numa das equipas mais dominantes do futebol inglês e europeu. A sua versatilidade, mobilidade e capacidade de liderança levaram-no depois ao Hamburgo, numa altura em que poucos jogadores ingleses se aventuravam no estrangeiro. Foi precisamente na Alemanha que voltou a atingir o topo individual, conquistando por duas vezes a Bola de Ouro, distinção que o colocou entre os melhores futebolistas do mundo e reforçou o seu estatuto histórico.
Pela seleção inglesa, Keegan representou um período de transição e prestígio, tendo sido capitão e mais tarde selecionador nacional. Enquanto treinador de Inglaterra, assumiu o cargo numa fase em que a federação procurava renovar a equipa e aproximá-la de um futebol mais ambicioso e moderno. A sua passagem pelo banco foi marcada por enorme exposição mediática e por expectativas elevadas, reflexo de um nome que já era profundamente respeitado pelos adeptos ingleses.
Depois da carreira como jogador e treinador, Keegan manteve-se como uma figura muito presente no imaginário do futebol britânico, especialmente entre os adeptos do Newcastle, clube que treinou e no qual deixou marca duradoura. A sua morte encerra o percurso de uma personalidade que atravessou várias gerações e que ajudou a definir o papel do futebolista estrela no Reino Unido, numa altura em que o jogo começava a tornar-se um fenómeno global.