Carapaz `bisa` e Pogacar ajuda Del Toro a garantir o pódio final no Alpe d`Huez
O ciclista equatoriano Richard Carapaz (EF Education-EasyPost) `bisou` hoje na 113.ª Volta a França, ganhando a penúltima etapa, com final do Alpe d`Huez, onde Tadej Pogacar (UAE Emirates) confirmou virtualmente o triunfo nesta edição.
Richard Carapaz voltou a mostrar porque continua a ser um dos trepadores mais completos do pelotão internacional, ao vencer a penúltima etapa da Volta a França, com chegada ao mítico Alpe d’Huez. O equatoriano, antigo vencedor do Giro e medalhado olímpico, soma assim mais um triunfo numa prova onde o esforço nas grandes montanhas costuma separar os corredores de elite dos restantes. Num dia desenhado para especialistas da escalada, Carapaz aproveitou o terreno ideal para impor a sua experiência e confirmar o estatuto de figura maior do ciclismo latino-americano.
A etapa teve também forte impacto na luta pela classificação geral, com Tadej Pogacar a dar praticamente por fechada a edição deste ano da corrida francesa. O esloveno, já habitual dominador do Tour e vencedor de várias Grandes Voltas, controlou a corrida com a equipa UAE Emirates e chegou ao final na posição de absoluto comando, reforçando a ideia de que a camisola amarela lhe estava destinada à entrada no último dia. Num cenário de alta montanha, Pogacar volta a demonstrar a rara capacidade de resistir aos ataques dos rivais e de responder em todos os terrenos decisivos.
Outro dos grandes beneficiados da jornada foi o mexicano Isaac Del Toro, que beneficiou da atuação de Pogacar para assegurar o pódio final em Alpe d’Huez. O jovem corredor da UAE Emirates tem vindo a afirmar-se como uma das revelações do ciclismo internacional, e a sua presença no grupo da frente em fases decisivas da corrida é mais um sinal do crescimento de uma nova geração de ciclistas da América Latina. Num Tour em que a montanha voltou a ser palco de seleção natural, Del Toro mostrou consistência suficiente para terminar entre os melhores.
O Alpe d’Huez, um dos ícones absolutos da Volta a França, voltou assim a cumprir o seu papel de juiz final numa grande etapa alpina. As suas 21 curvas em cotovelo são quase um ritual do ciclismo moderno, cenário onde se fizeram lendas e onde a resistência física, a leitura táctica e a gestão do esforço contam tanto como a explosão momentânea. Com Carapaz a vencer no topo e Pogacar a encaminhar o triunfo final, a edição 113 do Tour aproximou-se do fecho com a combinação habitual de sofrimento, estratégia e consagração.